
INSS para brasileiros nos Estados Unidos: suas contribuições não se perdem com a mudança
Os anos de carteira assinada e de carnê no Brasil continuam registrados no INSS. Eles podem virar uma aposentadoria paga em conta nos Estados Unidos, completando de onde você está o tempo que falta ou somando o tempo trabalhado nos EUA pelo acordo entre os dois países. O erro mais caro é desistir sem saber o que você já tem.
A Gabarra Advocacia é especializada em Previdência Social desde 2007. Atendimento online, pelo escritório no Brasil, para brasileiros em todos os estados americanos.
Parou de pagar o INSS quando veio para os EUA? Seu tempo continua valendo
Quem se muda para os Estados Unidos costuma parar de contribuir para o INSS e acha que perdeu tudo. Não perdeu. Cada mês pago no Brasil fica registrado no CNIS, o extrato de contribuições do INSS, e continua contando para a aposentadoria.
Na aposentadoria por idade, a lei diz que a perda da qualidade de segurado não é considerada para quem já tem a carência, que são 15 anos de contribuição (Lei 10.666/2003, art. 3º, § 1º). Quem completou esses 15 anos antes de sair do Brasil pode pedir a aposentadoria ao atingir a idade, mesmo sem contribuir há muitos anos.
Quem tem menos de 15 anos ainda tem dois caminhos: completar o tempo contribuindo dos Estados Unidos ou somar o tempo trabalhado aqui pelo acordo Brasil e Estados Unidos (Decreto 9.422/2018).
Em resumo:
quem tem 15 anos de contribuição no Brasil pode se aposentar por idade aos 62 anos (mulher) ou 65 (homem), mesmo morando fora;
quem tem menos pode completar o tempo como segurado facultativo, a partir de R$ 178,31 por mês em 2026;
o acordo Brasil e Estados Unidos soma o tempo dos dois países para a aposentadoria por idade, a aposentadoria por invalidez e a pensão por morte;
o benefício pode ser transferido para conta em banco nos Estados Unidos;
desde a decisão do STF no Tema 1.174, a aposentadoria de quem mora fora não sofre mais os 25% fixos de imposto na fonte.
Por isso, toda análise começa pelo seu CNIS: quanto tempo você tem, quanto falta e qual caminho rende mais pelo menor custo.
Os dez caminhos para não perder o que você pagou ao INSS
Cada caminho tem requisitos, custo e valor diferentes. Antes de pagar um mês a mais, vale simular todos e escolher o que rende mais no seu caso.
Quer saber qual caminho é o seu? Fale com a equipe no WhatsApp →

Seus anos de INSS continuam valendo
Tudo o que foi pago no Brasil fica no CNIS. Na aposentadoria por idade, quem já tem 15 anos de contribuição não precisa estar contribuindo na data do pedido (Lei 10.666/2003, art. 3º, § 1º). O direito espera você chegar à idade.

Contribuir para o INSS morando nos EUA
O brasileiro que mora no exterior pode contribuir como segurado facultativo (Decreto 3.048/1999, art. 11, § 1º, X). Em 2026, são R$ 178,31 por mês no plano de 11%, que serve para a aposentadoria por idade, ou R$ 324,20 no plano de 20%, que vale também para as regras por tempo de contribuição.

Somar o tempo trabalhado nos EUA
O acordo Brasil e Estados Unidos, em vigor desde 01/10/2018 (Decreto 9.422/2018), soma os períodos dos dois países na aposentadoria por idade, na aposentadoria por invalidez e na pensão por morte. Cada trimestre de crédito americano vale 3 meses no INSS, inclusive o tempo de antes de 2018.

Direito adquirido antes da reforma
Quem completou 35 anos de contribuição (homem) ou 30 (mulher) até 13/11/2019 tem direito às regras antigas, sem idade mínima, mesmo que peça só agora (EC 103/2019, art. 3º). Esse direito não se perde com a mudança de país.

A investigação do seu CNIS
O CNIS costuma ter falhas: empregos que não aparecem, salários errados, contribuições em código errado, tempo rural, serviço militar e tempo especial que o INSS não reconhece sozinho. Cada mês recuperado no Brasil é um mês a menos para pagar daqui.

Aposentadoria por idade: 62 e 65 anos
Quem contribuía antes de 13/11/2019 se aposenta com 62 anos (mulher) ou 65 (homem) e 15 anos de contribuição (EC 103/2019, art. 18). Quem começou depois precisa de 15 anos (mulher) ou 20 (homem). O valor parte de 60% da média e não fica abaixo de um salário mínimo, R$ 1.621 em 2026.

Pagar só o necessário
Na maior parte dos casos, contribuir acima do mínimo não compensa. O que decide é quantos meses faltam e qual regra você quer alcançar. E o facultativo não pode pagar meses anteriores à inscrição: cada mês parado é um mês a mais no fim.

Benefício pelo acordo: atenção ao valor
Quando o tempo é somado pelo acordo, o INSS paga só a parte proporcional ao tempo brasileiro, e o valor pode ficar abaixo de um salário mínimo (Decreto 3.048/1999, art. 35, § 1º). Às vezes completar os 15 anos no Brasil rende mais do que somar. Só a simulação dos dois caminhos mostra.

Regras de transição por tempo de contribuição
Quem já contribuía antes da reforma e tem muito tempo no Brasil pode antecipar a aposentadoria. Em 2026: 93 pontos (mulher) ou 103 (homem), ou idade mínima de 59 anos e 6 meses (mulher) e 64 anos e 6 meses (homem), com 30 ou 35 anos de contribuição. O tempo americano não entra nessa conta.

Proteção enquanto você contribui
Contribuindo como facultativo, você mantém a qualidade de segurado, e a família fica protegida com a pensão por morte e a aposentadoria por incapacidade. Depois que os pagamentos param, a proteção do facultativo dura 6 meses (Lei 8.213/1991, art. 15, VI).
Quanto custa completar o tempo morando nos EUA
Um exemplo: uma mulher de 55 anos trabalhou 11 anos com carteira assinada no Brasil, antes de 2019, e mora nos Estados Unidos desde então. Faltam 4 anos para os 15 de contribuição.
No plano de 11%, são 48 meses de R$ 178,31, cerca de R$ 8.559 em valores de 2026. Aos 62 anos, ela pode pedir a aposentadoria por idade, de pelo menos um salário mínimo por mês, paga pelo resto da vida, em conta nos Estados Unidos.
Se ela também trabalhou com registro nos Estados Unidos, o acordo pode completar o tempo sem novas contribuições, mas com benefício proporcional, que pode ficar abaixo do mínimo. A escolha certa sai da conta dos dois caminhos, depois de conferir o CNIS.
Valores de 2026: salário mínimo de R$ 1.621,00 (Decreto 12.797/2025); contribuição do facultativo de R$ 178,31 (11%) ou R$ 324,20 (20%). Exemplo ilustrativo, que não substitui a análise individual.
Morando nos Estados Unidos: o que muda na prática
Pedir, receber e manter o benefício do INSS sem voltar ao Brasil é possível. Estes são os pontos que mais geram dúvida em quem mora nos EUA.

Receber em conta nos EUA
O pedido de aposentadoria por idade pelo acordo é feito pelo Meu INSS, totalmente pela internet, ou pela Social Security, que encaminha ao Brasil. Depois de concedido, o benefício pode ser transferido para banco nos Estados Unidos, também pelo Meu INSS.

Prova de vida no exterior
Quem recebe do INSS e mora fora comprova vida uma vez por ano, no mês do aniversário: atestado do consulado, documento de notário com apostila da Convenção da Haia ou atestado do órgão de ligação do acordo, enviado pelo Meu INSS ou pelos Correios.

Imposto de renda de quem mora fora
Desde a decisão do STF no Tema 1.174, a aposentadoria paga a quem mora no exterior não sofre mais os 25% fixos na fonte: vale a tabela progressiva, com a faixa de isenção. Brasil e Estados Unidos não têm tratado contra a bitributação; nos EUA, a renda do exterior segue as regras do IRS.

INSS e Social Security juntos
O Social Security Fairness Act, de 05/01/2025, acabou com o WEP e o GPO para benefícios a partir de janeiro de 2024. A aposentadoria do INSS não reduz mais o benefício americano, e quem tem tempo nos dois países pode receber dos dois.

Pensão por morte para a família
A pensão por morte também está no acordo, e o tempo dos dois países pode ser somado para garantir o direito dos dependentes. Por isso vale manter a qualidade de segurado enquanto a aposentadoria não chega.
Como funciona o trabalho, do CNIS ao primeiro pagamento
Tudo online, pelo escritório no Brasil, com advogados especializados em Previdência Social desde 2007.
1. Levantamento. Você envia o CNIS, que se tira no Meu INSS, e os documentos que tiver: carteira de trabalho, carnês, holerites e, se trabalhou nos EUA, o extrato da Social Security.
2. Investigação. Confrontamos o CNIS com os documentos, apontamos o que falta e como corrigir no INSS.
3. Planejamento. Comparamos os caminhos possíveis, com datas, custo das contribuições e valor estimado de cada um.
4. Pedido e acompanhamento. Fazemos o pedido no INSS, inclusive pelo acordo, acompanhamos até a concessão e orientamos a transferência do pagamento para os EUA.
Rafael Gabarra, fundador da Gabarra Advocacia, é veterano do Exército dos Estados Unidos e conhece de perto a vida de quem construiu uma história nos dois países.

Por que planejar antes de pagar um mês a mais
Quem mora fora tem pouco espaço para erro. O facultativo não pode pagar meses anteriores à inscrição, nem recolher em atraso depois de perder a qualidade de segurado, e a contribuição paga em atraso não conta para a carência (Decreto 3.048/1999, art. 11, §§ 3º e 4º; Lei 8.213/1991, art. 27, II).
Um planejamento bem feito permite:
saber exatamente quantos meses faltam, depois de corrigir o CNIS;
escolher entre o plano de 11% e o de 20% sem pagar a mais;
comparar a aposentadoria só com o tempo brasileiro e a aposentadoria pelo acordo;
definir a data do pedido e o valor esperado;
proteger a família enquanto a aposentadoria não chega.
Converse com quem entende de INSS para quem mora fora
Fale com a equipe da Gabarra Advocacia pelo WhatsApp. Atendimento online, em português, pelo escritório no Brasil, para quem mora em qualquer estado americano.
Na conversa inicial, a equipe:
entende há quanto tempo você mora fora e quanto contribuiu no Brasil;
explica como tirar o CNIS no Meu INSS;
indica os documentos para a análise;
apresenta os próximos passos e os honorários antes de qualquer contratação.
Perguntas frequentes sobre INSS para quem mora nos EUA
Sobre as suas contribuições no Brasil
Perdi o que paguei ao INSS porque fui morar nos Estados Unidos?
Não. As contribuições ficam registradas no CNIS e continuam contando. Para a aposentadoria por idade, a perda da qualidade de segurado não é considerada para quem tem 15 anos de contribuição (Lei 10.666/2003, art. 3º, § 1º).
Como vejo quanto tempo de INSS eu tenho?
Pelo extrato do CNIS, no Meu INSS, com a conta gov.br. O acesso funciona do exterior. O extrato costuma ter falhas, por isso vale conferir com a carteira de trabalho e os carnês.
Parei de pagar há muitos anos. Ainda posso me aposentar?
Pode, se tiver ou completar a carência. Quem tem 15 anos de contribuição pede a aposentadoria por idade ao atingir 62 anos (mulher) ou 65 (homem). Quem tem menos pode completar o tempo como facultativo ou somar o tempo dos EUA.
Sobre contribuir morando nos EUA
Posso pagar o INSS morando nos Estados Unidos?
Pode, como segurado facultativo. O Decreto 3.048/1999, art. 11, § 1º, X, inclui o brasileiro residente ou domiciliado no exterior.
Quanto custa contribuir para o INSS morando fora?
Em 2026, R$ 178,31 por mês no plano de 11% sobre o salário mínimo, ou R$ 324,20 no plano de 20%. No plano de 20%, dá para contribuir sobre valores maiores, até o teto de R$ 8.475,55.
Posso pagar os meses atrasados desde que saí do Brasil?
Não. O facultativo só contribui a partir da inscrição e do primeiro pagamento, sem meses anteriores (Decreto 3.048/1999, art. 11, § 3º). Por isso, cada mês parado conta contra você.
Qual a diferença entre o plano de 11% e o de 20%?
O de 11% serve para a aposentadoria por idade, mas não conta para a aposentadoria por tempo de contribuição sem complementar 9% com juros (Lei 8.212/1991, art. 21, §§ 2º e 3º). O de 20% vale para todas as regras.
Posso contribuir como autônomo ou abrir MEI morando nos EUA?
A categoria prevista para quem mora fora é a de segurado facultativo. Contribuir como autônomo ou por MEI pressupõe atividade no Brasil e precisa de análise antes, para não gerar contribuição que o INSS depois recuse.
Sobre o acordo Brasil e Estados Unidos
O tempo que trabalhei nos EUA conta para o INSS?
Conta, pelo acordo em vigor desde 01/10/2018 (Decreto 9.422/2018), para a aposentadoria por idade, a aposentadoria por invalidez e a pensão por morte. Cada trimestre de crédito americano vale 3 meses no INSS.
Quais benefícios o acordo cobre?
No Brasil, aposentadoria por idade, aposentadoria por invalidez e pensão por morte, no INSS e nos regimes próprios. Nos Estados Unidos, os benefícios da Social Security por idade, invalidez e morte (art. 2º).
O acordo vale para a aposentadoria por tempo de contribuição?
Não. O tempo americano não entra na aposentadoria por tempo de contribuição nem nas regras de transição baseadas em tempo.
A aposentadoria pelo acordo pode ser menor que um salário mínimo?
Pode. O INSS paga a parte proporcional ao tempo brasileiro, e o Decreto 3.048/1999, art. 35, § 1º, permite valor abaixo do mínimo. O tema é discutido na Justiça. Por isso vale comparar com a opção de completar os 15 anos no Brasil.
Preciso de um mínimo de créditos americanos?
Para o INSS somar o tempo americano, não há mínimo. Para receber da Social Security pelo acordo, é preciso ter ao menos 6 créditos nos EUA (Decreto 9.422/2018, art. 6º).
O tempo de antes de 2018 entra no acordo?
Entra. O acordo considera os períodos anteriores à vigência, mas só gera pagamentos a partir de 01/10/2018 (art. 21).
Sobre pedir a aposentadoria
Preciso voltar ao Brasil para pedir a aposentadoria?
Não. A aposentadoria por idade, inclusive pelo acordo, é pedida pelo Meu INSS, totalmente pela internet.
Posso pedir pela Social Security, nos EUA?
Pode. O pedido feito na Social Security, por telefone ou em um escritório da SSA, vale também como pedido no Brasil quando você informa o tempo trabalhado aqui.
Com que idade posso pedir a aposentadoria por idade?
Com 62 anos (mulher) ou 65 (homem), com 15 anos de contribuição para quem contribuía antes de 13/11/2019. Homem que começou depois precisa de 20 anos.
Quais documentos preciso reunir?
CNIS, documento de identidade, CPF, carteiras de trabalho, carnês e, para somar o tempo americano, o extrato de ganhos da Social Security. A análise indica o que mais falta no seu caso.
Sobre receber nos EUA
Posso receber a aposentadoria do INSS em conta americana?
Pode. A transferência para banco no exterior é pedida pelo Meu INSS e vale para países com acordo, como os Estados Unidos. O BPC/LOAS não pode ser pago no exterior.
Como faço a prova de vida morando nos EUA?
Uma vez por ano, no mês do aniversário: atestado do consulado, documento de notário com apostila ou atestado do órgão de ligação, enviado pelo Meu INSS ou pelos Correios.
Já recebo do INSS e vou me mudar para os EUA. E agora?
O pagamento pode continuar no Brasil ou ser transferido para conta nos Estados Unidos, pelo Meu INSS. Vale organizar a prova de vida e a situação na Receita antes da mudança.
Sobre imposto e Social Security
Quanto de imposto o INSS desconta de quem mora fora?
Desde a decisão do STF no Tema 1.174, não se aplicam mais os 25% fixos. A Receita passou a usar a tabela progressiva, só na fonte, com a faixa de isenção.
Preciso fazer a saída definitiva do Brasil?
Quem passou a morar fora deve entregar à Receita a Comunicação de Saída Definitiva, até o último dia de fevereiro do ano seguinte, e a Declaração de Saída Definitiva, no prazo da declaração anual.
A aposentadoria do INSS reduz meu Social Security?
Não mais. O Social Security Fairness Act acabou com o WEP e o GPO para benefícios a partir de janeiro de 2024.
Sobre a família
Minha família recebe pensão se eu falecer morando nos EUA?
A pensão por morte é devida aos dependentes de quem é segurado ou aposentado, e o acordo permite somar o tempo dos dois países para garantir o direito.
Meus dependentes no Brasil podem receber a pensão?
Podem. A pensão é paga ao dependente no Brasil, em conta brasileira, ou no exterior, com a transferência pedida pelo Meu INSS.
Quem mora nos EUA pode receber o BPC/LOAS?
Não. O benefício assistencial não pode ser pago no exterior. As aposentadorias e a pensão por morte podem.
Sobre o atendimento
A Gabarra atende brasileiros em qualquer estado americano?
Sim. O atendimento é online, em português, pelo escritório no Brasil, e trata da legislação previdenciária brasileira.
Vocês cuidam de pedidos na Social Security americana?
Não. A Gabarra Advocacia atua no direito previdenciário brasileiro. Questões da Social Security ficam com a própria SSA ou com profissional habilitado nos EUA.
Como começo?
Pelo botão de WhatsApp desta página. Tenha em mãos o CNIS do Meu INSS e conte há quanto tempo mora fora. A equipe indica os próximos passos.
