
Aposentadoria do Servidor Público (RPPS)
A aposentadoria do servidor público segue regras próprias, diferentes das aplicadas aos trabalhadores da iniciativa privada. Se você é servidor efetivo, sua aposentadoria é regida pelo Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) do seu ente federativo — e não pelo INSS.
Por isso, entender como funciona o RPPS, quais são seus direitos e quais regras se aplicam à sua trajetória profissional é o primeiro passo para tomar decisões corretas sobre o momento e a forma de se aposentar.
Nesta página você encontrará, de maneira clara e organizada:
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o que é o RPPS,
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como funciona a aposentadoria do servidor público,
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qual é sua relação com o INSS,
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quais são seus principais direitos previdenciários,
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e como a Gabarra Advocacia atua para proteger e maximizar esses direitos.
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perguntas frequentes relacionadas a aposentadoria do servidor público.
O que é o RPPS e por que ele importa para sua aposentadoria?
O Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) é o sistema previdenciário exclusivo dos servidores públicos efetivos da União, dos Estados e dos Municípios. Cada ente federativo administra seu próprio regime por meio de institutos previdenciários específicos (como SPPREV, IPREM, IPM ou regimes municipais).
Na prática, isso significa que o servidor público estatutário não se aposenta pelo INSS, mas sim pelo seu regime próprio. As regras de idade, tempo de contribuição, cálculo dos proventos e reajustes podem variar conforme:
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a data em que você ingressou no serviço público,
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as leis do seu ente federativo,
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e as regras de transição criadas pela Reforma da Previdência (EC 103/2019).
Essa diversidade de regras é o que torna o planejamento previdenciário do servidor público mais complexo — e por isso exige análise técnica especializada.
Como funciona a aposentadoria do servidor público na prática?
A aposentadoria do servidor público pode ocorrer por diferentes caminhos, conforme sua carreira, tempo de serviço e situação pessoal. As principais hipóteses são:
Aposentadoria voluntária
Quando o próprio servidor decide se aposentar ao cumprir os requisitos legais de idade e tempo de contribuição, observando as regras de transição aplicáveis ao seu caso.
Aposentadoria compulsória
Quando o servidor atinge a idade limite prevista em lei e é obrigado a se aposentar, independentemente de sua vontade.
Aposentadoria por incapacidade permanente
Quando o servidor é considerado definitivamente incapaz para o exercício de suas funções, após avaliação médica e administrativa.
Aposentadoria especial
Aplicável aos servidores que trabalharam por longos períodos expostos a agentes insalubres, perigosos ou penosos, com regras específicas e, muitas vezes, necessidade de documentação técnica detalhada.
Em todas essas modalidades, o cálculo dos proventos e os critérios para concessão podem variar significativamente, o que torna essencial compreender qual regra é mais vantajosa para você antes de protocolar seu pedido.
Qual é a relação do servidor público com o INSS?
Embora esta seja uma página específica para servidores públicos vinculados ao RPPS, é comum haver interação com o INSS em algumas situações:
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Servidores comissionados ou celetistas em empresas públicas normalmente contribuem para o INSS.
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Servidores que trabalharam parte da vida na iniciativa privada podem utilizar a Certidão de Tempo de Contribuição (CTC) para migrar tempo entre RPPS e INSS.
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Em alguns temas — especialmente a aposentadoria especial — a legislação do INSS (Lei 8.213/91) é aplicada subsidiariamente ao servidor público quando há lacuna normativa no RPPS.
Portanto: se você é servidor público efetivo, sua aposentadoria é pelo RPPS, mas sua trajetória profissional pode, em alguns casos, dialogar com o INSS.
Direitos do servidor público que impactam sua aposentadoria (RPPS)
Além das modalidades de aposentadoria, o servidor público possui direitos específicos do regime próprio que podem fazer grande diferença no valor e na forma de sua aposentadoria. Conhecê-los é essencial para um planejamento previdenciário eficiente.
Paridade e Integralidade
Em determinadas regras de transição, o servidor pode se aposentar com:
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Integralidade — proventos iguais ao último salário da ativa;
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Paridade — reajustes iguais aos concedidos aos servidores em atividade.
Abono de Permanência
Se você já cumpriu os requisitos para se aposentar, mas decide continuar trabalhando, pode ter direito a receber de volta o valor da sua contribuição previdenciária mensal.
Tempo de Serviço Público
Para muitas aposentadorias do RPPS, não basta tempo de contribuição: é preciso comprovar tempo no serviço público, na carreira e no cargo. Esse detalhe pode definir qual regra se aplica ao seu caso.
Quinquênio e Sexta-Parte
São adicionais por tempo de serviço típicos do regime estatutário, que podem influenciar sua remuneração na ativa e, em certos casos, a base de cálculo da sua aposentadoria.
Prêmio de Incentivo
Benefício concedido por desempenho no serviço público que, dependendo do caso e da legislação local, pode ser incorporado à aposentadoria.
Certidão de Tempo de Contribuição (CTC)
Documento essencial para quem trabalhou parte da vida no setor público e parte na iniciativa privada, permitindo a migração de tempo entre RPPS e INSS.
Em todas essas modalidades, o cálculo dos proventos e os critérios para concessão podem variar significativamente, o que torna essencial compreender qual regra é mais vantajosa para você antes de protocolar seu pedido.
Experiência e autoridade da Gabarra Advocacia em aposentadoria de servidores públicos
A Gabarra Advocacia atua há mais de uma década na defesa dos direitos previdenciários de servidores públicos, com participação decisiva na consolidação do direito à aposentadoria especial no RPPS.
Desde 2009, o escritório impetrou Mandados de Injunção no Supremo Tribunal Federal, obtendo os primeiros êxitos em 2010 e contribuindo para a formação de precedentes que beneficiaram servidores em todo o país.
Em 2012, a Gabarra assegurou o direito ao mandado de injunção para o SINDIORP (Sindicato dos Odontologistas de Ribeirão Preto) e para clientes particulares do escritório.
Em 2013, obteve a primeira aposentadoria especial efetivamente implantada para servidor público no Brasil com integralidade e paridade, no Estado de São Paulo — um marco prático na efetivação desse direito.
Essa atuação foi determinante para a edição da Súmula Vinculante nº 33 do STF, que passou a orientar a aplicação da legislação do INSS aos servidores públicos em matéria de aposentadoria especial, quando necessário.
Essa trajetória demonstra que a Gabarra não apenas conhece a legislação, mas ajudou a construí-la na prática, garantindo resultados concretos para servidores públicos.

Por que o planejamento previdenciário é essencial para o servidor público?
Pequenas diferenças na regra aplicada podem representar centenas de milhares de reais ao longo da sua aposentadoria. Idade mínima, tempo no cargo, cálculo de proventos e índices de reajuste podem mudar completamente o valor final do benefício.
Um planejamento previdenciário adequado permite:
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identificar a regra mais vantajosa para você,
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evitar erros administrativos,
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antecipar decisões estratégicas,
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e garantir que nenhum direito seja perdido ao longo do caminho.
Orientação inicial com especialistas em aposentadoria de servidores públicos
Cada carreira, cada ente federativo e cada trajetória profissional possuem particularidades que podem fazer grande diferença no valor e no momento ideal da sua aposentadoria.
Na Gabarra Advocacia Previdenciária, analisamos seu caso individualmente para:
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identificar a regra mais vantajosa para sua aposentadoria,
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verificar possíveis erros no seu histórico funcional e contributivo,
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avaliar a necessidade de pedidos administrativos ou judiciais,
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e planejar estrategicamente seu futuro previdenciário.
Atendimento técnico para entendermos melhor a sua situação atual e orientar seus próximos passos.
30 min
Perguntas Frequentes Relacionadas a Aposentadoria do Servidor Público (RPPS)
Sobre RPPS x INSS
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O servidor público se aposenta pelo INSS?
Em regra, não. O servidor público efetivo se aposenta pelo RPPS (Regime Próprio de Previdência Social) do seu ente federativo. Apenas servidores comissionados ou celetistas em empresas públicas costumam contribuir para o INSS.
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Em que situações o servidor público pode ter relação com o INSS?
Quando trabalhou parte da vida na iniciativa privada, quando é servidor comissionado/celetista ou quando precisa usar a CTC (Certidão de Tempo de Contribuição) para migrar tempo entre regimes.
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O que é RPPS e por que ele é diferente do INSS?
O RPPS é o regime previdenciário próprio dos servidores públicos efetivos. Ele tem regras próprias de aposentadoria, cálculo de proventos e reajustes, diferentes do INSS (RGPS).
Sobre exoneração e aposentadoria
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Servidor público exonerado pode se aposentar pelo INSS?
Depende. Se ele contribuiu ao INSS em algum período, pode usar esse tempo para aposentadoria pelo RGPS. O tempo no serviço público pode ser levado via CTC para o INSS.
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A exoneração impede a aposentadoria?
Não necessariamente. O impacto depende do tempo de contribuição, do regime em que estava vinculado e das regras aplicáveis ao seu caso.
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Servidor exonerado pode pedir restituição de contribuição previdenciária?
Em regra, não. A contribuição previdenciária não é devolvida, mas pode ser aproveitada para aposentadoria (RPPS ou INSS) por meio da CTC.
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O que significa “exonerar” um servidor público?
Exoneração é o desligamento do cargo público, podendo ocorrer a pedido do servidor ou por decisão administrativa.
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Preciso pedir exoneração para me aposentar?
Não. Em regra, o servidor pode requerer a aposentadoria sem pedir exoneração prévia (há exceções em situações específicas).
Sobre aposentadoria especial do servidor público
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O que é aposentadoria especial do servidor público?
É a aposentadoria para servidores que trabalharam por 25 anos expostos a agentes insalubres, perigosos ou penosos, com regras próprias do RPPS.
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A aposentadoria especial do servidor público é igual à do INSS?
Não. Embora a lei do INSS (Lei 8.213/91) seja aplicada no que couber, o servidor está no RPPS e pode ter direitos como paridade e integralidade em certos casos.
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Preciso completar idade mínima para aposentadoria especial?
Em regra, não, se comprovados 25 anos de exposição a agentes nocivos.
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O que mudou com a Súmula Vinculante 33 do STF?
Ela permitiu a aplicação das regras do INSS à aposentadoria especial do servidor público enquanto não houvesse lei específica para o RPPS.
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A aposentadoria especial é concedida com média ou com integralidade?
Administrativamente, muitos órgãos aplicam a média aritmética dos salários desde 1994. Porém, em certos casos, é possível pleitear paridade e integralidade judicialmente.
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Vale a pena pedir revisão da aposentadoria especial?
Pode valer muito a pena quando houve perda significativa de renda por aplicação da média em vez de integralidade.
Sobre paridade e integralidade
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O que é integralidade?
Direito de se aposentar com proventos iguais ao último salário da ativa.
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O que é paridade?
Direito de ter reajustes na aposentadoria iguais aos dos servidores em atividade.
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Paridade e integralidade são direito adquirido?
Em algumas situações e regras de transição, sim — especialmente para servidores que ingressaram antes de determinadas reformas.
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Policiais têm direito à integralidade e paridade?
Depende da regra aplicável ao caso concreto, do tempo de serviço e da legislação do ente federativo.
Sobre tempo de serviço e carreira
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O que conta como tempo de serviço público?
Tempo efetivamente trabalhado em cargo público efetivo, podendo incluir períodos específicos conforme a legislação.
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Preciso ter tempo no cargo, na carreira e no serviço público?
Sim. Para muitas aposentadorias no RPPS, é exigido tempo mínimo em cada um desses três critérios.
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Posso somar tempo do INSS com tempo de serviço público?
Sim, por meio da Certidão de Tempo de Contribuição (CTC).
Sobre benefícios e adicionais do servidor
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O que é abono de permanência?
É o direito do servidor que já pode se aposentar, mas continua trabalhando, de receber de volta o valor da contribuição previdenciária.
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O que é quinquênio e sexta-parte?
São adicionais por tempo de serviço típicos do regime estatutário, que podem impactar salário e, em alguns casos, aposentadoria.
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O que é prêmio de incentivo?
Benefício por desempenho no serviço público que, dependendo do caso, pode ser incorporado à remuneração e refletir na aposentadoria.
Sobre planejamento e revisão
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Vale a pena fazer planejamento previdenciário como servidor?
Sim. Pequenas diferenças de regra podem significar centenas de milhares de reais ao longo da aposentadoria.
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Quando devo pedir revisão da aposentadoria?
Quando há indícios de erro no cálculo, aplicação indevida da média, perda de paridade/integralidade ou desconsideração de adicionais.
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Quais documentos são importantes para análise?
RG, CPF, CTPS, certidões, holerites, PPP, LTCAT e processo administrativo de aposentadoria (se já aposentado).
Perguntas ligadas ao Tema 1019 do STF
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O que é o Tema 1019 do STF?
É um tema de repercussão geral sobre regras de aposentadoria e transição, especialmente relacionadas à idade mínima e aplicação da EC 103/2019.
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O Tema 1019 se aplica a servidores com insalubridade?
Depende da situação concreta e da interpretação judicial mais recente.
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O Tema 1019 já transitou em julgado?
A aplicação prática ainda gera debates e decisões diferentes conforme o caso e o tribunal.

